É este o subtítulo do livro (Não há familias perfeitas, de Marta Gautier) que comecei a ler há pouco tempo.
Uma compilação de desabafos de mães que não deixam de ser mulheres. E já me revi em muitas coisas do que para aqui se diz. Mas li um excerto que retrata, sem tirar nem pôr, uma das partes da minha vida. Aquela parte que está em banho maria, com o lume desligado por uns tempos, na minha vida, resume-se a isto:
"Namorar é arriscar muito. Corremos muitos riscos, entre eles o de abandono, de traição ou de termos uma desilusão amorosa. Quem não namora não corre nenhum desses riscos, apenas o de não gozar a sensação de ser amado, nem que seja por um dia."
Ao ler isto, não me senti nada triste quando concluí que é exatamente assim (agora, o amanhã ainda vem longe e prognósticos só depois do jogo). Sinto-me tranquila, sem a pressão da solidão que me levava a procurar porque nunca gostei de estar sozinha. Não me parece que vá ficar sozinha para o resto dos meus dias! Credo! Isso é drama a mais. Mas o que é facto é que deixei de procurar, fechei a porta para multidões e vendavais e entre-abri a janela para ouvir os passarinhos. E se entretanto, uma rajada de vento me tornar a abrir a porta, vou ver o que é. Sem medos e sem pressas. Até lá, está frio e a porta continuará fechada. Estamos em balanço.
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